19 de agosto de 2011

Astrônomo católico: “Não há contradição entre a religião e vida extraterrestre”

Padre José Gabriel Funes, diretor do Observatório de Astronomia do Vaticano, conversou com o iG sobre ETs, Deus e a origem do Universo

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro | 18/08/2011 16:33



Foto: George Magaraia

Padre José Gabriel Funes conversa com o iG sobre extraterrestres
O padre argentino José Gabriel Funes não gosta de polêmicas, embora seu nome sempre seja citado quando o assunto envolve vida extraterrestre e a crença na religião católica. Astrônomo e diretor do Observatório de Astronomia do Vaticano, o religioso, que já declarou acreditar na possibilidade de Deus ter criado vidas em outros planetas, garante que não vive em conflito com a Igreja Católica. “Não existem contradições e oposições. O interesse científico é o que me motiva. Busco Deus em tudo o que faço e o encontro em minhas pesquisas também”.
O interesse pelas estrelas começou cedo. Mais precisamente quando o primeiro astronauta pousou na Lua e ele tinha apenas 6 anos. E sua ordenação como membro da ordem jesuíta só aconteceu na fase adulta. Hoje, aos 48 anos, o padre se orgulha de poder participar de palestras e seminários de estudo sobre a formação das galáxias. “Encontro todo o apoio possível do Santo Padre às minhas pesquisas”, afirma, referindo-se ao Papa Bento XVI.
Em entrevista ao iG, padre José disse que apenas lamenta não ter mais tempo de observar as estrelas como na infância e adolescência. “Essa é uma das coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja apenas para olhar e não estudar. Pena que o tempo seja curto”.

iG: No que consiste sua pesquisa?
Padre José Gabriel Funes:
Estudar galáxias que não estão há mais de 100 anos-luz, como se formam estrelas e novas galáxias. É um tema complexo, da atualidade e muito interessante.

iG: Como surgiu a astronomia na vida do senhor?
Padre José Gabriel Funes:
Desde pequeno me senti atraído pelas estrelas. Quando o homem chegou à Lua, fiquei fascinado. E como era muito estudioso em física e matemática achei que poderia me dedicar ao estudo da Astronomia. Tinha grande curiosidade em entender o universo.

iG: O Vaticano interfere em suas pesquisas?
Padre José Gabriel Funes:
Pelo contrário. Me dá grande apoio para realizar as investigações e também ajuda a promover eventos ligados à astronomia.

iG: O Papa acompanha o trabalho no observatório?
Padre José Gabriel Funes:
Há cerca de 3 anos, pude explicar pessoalmente ao Papa Bento XVI como trabalhamos no observatório. Recentemente, o Santo Padre também nos visitou e quis ver nossa exposição de meteoritos.

iG: Ciência e religião podem caminhar juntos?
Padre José Gabriel Funes:
Isso é perfeitamente possível. Pertencem à ordem da escola dos jesuítas tanto astrônomos, como físicos e matemáticos. Esse é um pequeno exemplo de como a Igreja sempre promoveu o desenvolvimento científico. Não existem contradições e oposições.

iG: Seus estudos afetam suas crenças religiosas?
Padre José Gabriel Funes:
Não diretamente. O interesse científico é o que me motiva. Busco Deus em tudo o que faço e o encontro em minhas pesquisas também.

iG: A Igreja Católica já aceita a existência de vida extraterrestre?
Padre José Gabriel Funes:
Não faço um pronunciamento oficial. Simplesmente, no meu ponto de vista, vejo que há a possibilidade de vida em outros planetas. E que isso não gera contradição alguma com a religião católica e com a crença na criação.

iG: Quem criou o Universo: Deus ou o Big Bang?
Padre José Gabriel Funes:
É preciso explicar que o Big Bang é um modo de falar sobre a compreensão científica que temos da origem do Universo. E Deus está presente em tudo e em todos os momentos.

iG: Com frequência o senhor costuma observar as estrelas?
Padre José Gabriel Funes:
Atualmente, menos do que gostaria. Mas é uma das coisas que mais gosto de fazer. Mesmo que seja apenas para olhar e não estudar. Pena que o tempo seja curto.

Foto: George Magaraia
Padre José Gabriel Funes é diretor do observatório do Vaticano

12 de agosto de 2011

O QUE É A CASA ESPÍRITA?


Américo Canhoto (São Paulo)

A finalidade deste lugar é ajudar às pessoas que chegam á * Casa Espírita a esclarecer as dúvidas mais comuns sobre a Doutrina dos Espíritos; o que é um Centro Espírita; e como funciona. E também o que é possível esperar como solução para o que motivou a vinda.

Nosso trabalho de 27 anos de exercício de um tipo de medicina que procura acima de tudo auscultar a alma humana para tentar ajudar na cura das doenças do corpo e da alma; somados aos 16 anos de estudo da Doutrina dos Espíritos, 10 dos quais na tarefa de entrevistador, proporcionou uma visão sobre os problemas existenciais que mais nos afetam e, que costuma nos trazer á Casa Espírita; observações que desejamos dividir com os leitores.

Também aprendemos muito trocando idéias com os dirigentes das Casas Espíritas onde fomos convidados a dar palestras como divulgador da Doutrina. Ao longo do tempo notamos que algumas Casas passam por dificuldades para as quais outras já têm soluções em andamento, e até simples.

Refletindo sobre o assunto nos sentimos estimulados a tentar aproveitar nossa experiência para ajudar aqueles que buscam auxílio; e porque não, também para os que proporcionam auxílio.

* As denominações para a Casa Espírita são muitas:
Centro Espírita; Grupo de Estudos Espíritas; Associação Espirita. Grupo Socorrista, etc. Recomendamos checar se as tarefas estão baseadas nas obras de Allan Kardec. Usaremos neste livro o termo Casa Espírita.

1 IMPORTANTE

Nós chegamos ansiosos, respeitosos e esperançosos.

Certamente a maior parte de nós quando chega à Casa Espírita imagina que os problemas serão resolvidos de forma mística, milagrosa, sobrenatural. Nem imaginamos o quanto é difícil formar os *tarefeiros que nos atendem; e quantos anos de esforço de muitas pessoas são necessários também para mantê-los firmes e motivados na tarefa.

Na nossa chegada, admiramos as pessoas que circulam por ali como trabalhadores da Casa com tanta desenvoltura como se fossem “assim” “também” com a espiritualidade.

Engano nosso; a maior parte deles são simplesmente como a maioria de nós.

Se não são médiuns, o que será que os leva a tornarem-se tarefeiros da Casa Espírita?

Simples, depois de um tempo (cada um a seu tempo) sentimos necessidade de retribuir os benefícios que de uma forma ou de outra, sempre nós recebemos, quando buscamos a ajuda da espiritualidade.

Outra finalidade conversa é auxiliar o leitor a utilizar-se dos recursos da Casa Espírita com mais eficiência.

Na seqüência, nós apontaremos ainda de forma simples os acontecimentos mais comuns que nos levam a procurar auxílio espiritual (ao longo do tempo essas informações serão complementadas com leitura, estudo e palestras).

Cada um de nós vem impulsionado por motivos semelhantes embora distintos.

    * Problemas de saúde? Quem não os tem de uma forma ou de outra?
    * Problemas financeiros? Sejam eles de pequeno ou de grande porte.
    * Problemas familiares? Só mudam de endereço.
    * Desemprego?
    * Dificuldades no trabalho?
    * Ansiedade?
    * Medo?
    * Angustia?
    * Depressão leve ou profunda?
    * Traições e abandono?
    * Todos nós estamos sujeitos.
    * Curiosidade?
    * Literatura espírita?

Os motivos que nos trazem se assemelham, pois representam os problemas da evolução humana.

A maior parte de nós vem encaminhada com recomendações da dor; alguns chegam movidos pelo interesse em aprender; vários, por simples curiosidade. Mas, sempre chegamos por indicação de alguém que freqüenta ou freqüentou a Casa.

Nesta coletânea de experiências: Esboçamos um ligeiro resumo da Doutrina dos Espíritos, através de perguntas que imaginamos sejam feitas por boa parte dos que chegam até ela, seguido de respostas rápidas que, com o tempo devem ser complementadas com leituras das obras de *Allan Kardec.

Esperamos contribuir para que as entrevistas de assistência espiritual sejam mais simples e proveitosas tanto para quem fala quanto para quem ouve, e até quem sabe, tornem-se mais eficientes, pois a pessoa que busca ajuda já sabendo o que pode esperar pode tornar o auxílio da Casa e dos espíritos em algo mais definitivo.

Perguntem.

Questionem.

Na medida do possível, e das suas necessidades - nós atenderemos.

Mas antes de questionar – consultem sua Inteligência.

Bem vindos á Casa Espírita


Américo Marques Canhoto (São Paulo)

Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto v




Fonte: http://www.forumespirita.net/fe/pedagogia-espirita/o-que-e-a-casa-espirita-por-americo-canhoto-sp/#ixzz1Uq1OaRgT

2 de agosto de 2011

Você consegueria viver a risca conforme a Bíblia durante um ano? Jornalista americano relata em livro essa experiência


O jornalista americano A.J. Jacobs, decidiu passar um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, fazendo um interpretação independente das escrituras, o que o tornou neste período um “fundamentalista máximo”, como ele mesmo se define na introdução do livro que resultou dessa experiência. O livro The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”) ainda não tem data prevista para lançamento no Brasil.

Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, que ia de Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a vida de um homem comum, segundo a interpretação dele da bíblia.

Definindo-se no início de seu livro, por “agnóstico”, um judeu, Jacobs dividiu sua jornada bíblica de um ano da seguinte maneira: os nove primeiros meses abordariam o Velho Testamento, período histórico com maior extensão, sendo este ainda adotado pelo judaísmo e os últimos três meses daria prioridade ao Novo testamento.

Durante o período deste um ano bíblico, Jacobs foi se transformando em uma espécie de Moises Nova Yorkino, deixou sua barba crescer, passou a usar azeite para lavar a cabeça, ao invés de condicionador e passou a usa túnicas brancas, cujos os tecidos não misturassem lã e linho.

Para você que pensa que nosso aspirante a beato era na época alguém sozinha, esta enganado. Quem não ficou muito contente com o novo visual e costumes dele foi sua esposa Julie.

O ano bíblico do jornalista, contou com grandes ousadias e aventuras pelas passagens da bíblia, que foram desde proibição de tocar em qualquer mulher em seu período menstrual, a controle de alimentação (o que o levou a comer bombons de grilos, pasme você), o apedrejamento de um adúltero (que por sua vez, teve desfecho muito engraçado de história) e até mesmo manter um escravo (o que preocupava o jornalista, pois em pleno séc. 21 é crime, foi então, quando surgiu um e-mail de um universitário querendo estágio particular, nada mais apropriado no momento, um acordo de estagio sem remuneração). Jacobs privou-se até mesmo de usar palavrões durante este ano.

Segundo relata o livro, Jacobs encontrou grande encontrou grandes de dificuldades, porém, as superou ao enfrentar a luxuria, cobiça e a rotina de orações. No entanto, o maior desafio foi a fé, o escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família. Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável fazer orações; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.

Aparentemente, Jacobs conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas.

Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? Ninguém, nem os fundamentalistas. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecerconclui Jacobs.

Em uma matéria de 2007 o jornalista Marcos Nogueira fala a revista Super Interessante alguns relatos detalhados da experiência de A. J. Jacobs.

Fonte: http://www.blogdolucasinfo.com/2011/07/voce-consegueria-viver-risca-conforme.html