21 de fevereiro de 2014

Arqueólogo encontra o projeto real da Arca de Noé

Arqueólogo encontra o projeto real da Arca de Noé

Projeto da Arca de Noé | Notícias | The History Channel
O arqueólogo e curador do Museu Britânico, Irving Finkel, fazia uma apresentação sobre seu livro “A Arca Antes de Noé”, quando uma pessoa se aproximou para mostrar uma peça da coleção de seu pai, bastante interessante. Finkel, de início, pensou que fosse mais um entre os muitos objetos que costuma receber. A antiguidade da peça, contudo, o surpreendeu.
 
E, assim, o pesquisador levou a peça para uma análise detalhada. Conclusão: trata-se de um dos documentos mais importantes da história da humanidade. O documento de quase 4 mil anos enumera os materiais e descreve as medidas necessárias para a construção da mítica Arca de Noé, com uma precisão e engenho nunca antes vistos. Datado de 1750 a.C, o valioso objeto apresenta uma “História da Inundação”, relato que tem diversas semelhanças com a passagem bíblica do livro do Gênesis. E traz ainda a lista de materiais que Deus teria dado a Noé para a construção da arca. 
 
Nela, há quantidades específicas (e enormes) de corda de fibra de palmeira, ripas de madeira e jarros de betume quente (mistura líquida de alta viscosidade, cor escura e é facilmente inflamável) para impermeabilizar o barco, que, de acordo com as medidas contidas no documento, teria em torno de 200 metros de comprimento, com paredes de 6 metros de altura. A informação mais curiosa é que, se a arca tiver sido realmente construída com base nas medidas e características descritas, seu formato seria redondo, uma hipótese, segundo Finkel, que ninguém havia pensado. 
 
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3 de fevereiro de 2014

Sol apresenta atividade nunca vista antes e intriga cientistas de todo mundo

Sol apresenta atividade nunca vista antes e intriga cientistas de todo mundo

Imagem do sol | Notícias | The History Channel
Algo estranho se passa com o nosso Sol, um fenômeno que os cientistas admitem não entender completamente. Richard Harrison, diretor de física espacial do Laboratório Rutherford Appleton, em Oxfordshire, na Inglaterra, disse que “nos 30 anos em que tenho trabalhado como físico solar, eu nunca vi nada parecido”. Mesma impressão tem a pesquisadora Lucie Verde, do Laboratório de Ciência Espacial, da University College London: “para mim e para muitos outros cientistas solares, isso nos tomou de surpresa”.
 
Mas o que será que está acontecendo? Será que o Sol está numa época de “cochilo”? De acordo com os pesquisadores, parece que ele realmente está dormindo, ou tirando uma soneca inesperada. O certo é que seu período atual de tranquilidade desafia qualquer cálculo. Faz 100 anos que nossa estrela não se mostra tão calma, o que é surpreendente, pois esperava-se que estivesse em uma intensa atividade, já que, teoricamente, atravessa o auge do seu ciclo de onze anos. Os pesquisadores esperavam flagrar labaredas gigantes e grandes erupções de massa coronal, porém nada disso está acontecendo. O nível de atividade do Sol continua a cair em alta velocidade, uma tranquilidade que provoca uma inquietação inversamente proporcional nos especialistas.
 
Alguns dizem que o Sol pode estar entrando em um período conhecido como o Mínimo de Maunder, um evento ocorrido no século XVII. No entanto, nem mesmo naquela época, a atividade solar havia caído tão rápido como agora: uma análise do núcleo de gelo mostra que esse comportamento não ocorre faz 10 mil anos. Quando aconteceu, o Mínimo de Maunder foi acompanhado de invernos muito mais frios do que o normal e, por conta disso, o período ficou conhecido como “pequena era do gelo”. De qualquer maneira, essa calmaria do nosso astro preocupa os cientistas, que tentam descobrir os motivos de tamanha tranquilidade do Sol e o que isso nos trará como consequência.
 
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22 de novembro de 2013

Jesus conversava com mortos


DIÁRIO DA MANHÃ
JÁVIER GODINHO
Jesus conversava com espíritos bons e maus e é nosso Divino Mestre. Era o próprio exemplo de tudo o que devemos fazer. Ele nunca proibiu o intercâmbio entre o mundo material, onde nos encontramos, e o mundo espiritual, que não percebemos com os cinco sentidos.
Os Evangelhos registram 31 milagres por ele realizados, dos quais 17 curas, três ressuscitações e seis exorcismos. Nos seis exorcismos, o Cristo fala com demônios, antes de expulsá-los. Demônios são espíritos ainda muito atrasados e voltados para o mal, que atraímos com nossas imperfeições morais e que nos provocam muitos sofrimentos e até doenças físicas. Todos os dias, em milhares de templos protestantes, pastores esbravejam com satanás, procurando fazê-los deixar em paz suas vítimas.
Já os católicos estão sempre invocando os santos da sua devoção, dos quais têm notícias como homens que viveram na Terra e, pelo amor ao próximo demonstrado, agora são bem-aventurados habitantes do reino dos céus. Se sessão espírita é a comunicação consciente entre vivos e mortos, as milhões de missas, celebradas diariamente, são sessões espíritas. Nelas, os fiéis entram em contato com Jesus, Maria Santíssima e uma infinidade de protetores invisíveis, que são espíritos.
Muitos acreditam na existência de um “abismo instransponível” entre vivos e mortos, conforme alegoria na história do rico mau e do mendigo Lázaro, que morreram no mesmo dia, contada por Jesus. Está no mesmo Evangelho, entretanto, que, no alto do Monte Tabor, Simão Pedro, Tiago e João Evangelista, que o acompanhavam, viram quando o Mestre conversava com dois espíritos, ou mortos, que os três apóstolos identificaram como sendo Moisés e Elias.
Nos Atos dos Apóstolos, encontramos na Primeira Epístola Universal do Apóstolo João, esta advertência:
“Meus bem-amados, não acrediteis em todos os espíritos, mas provai se os espíritos são de Deus, pois muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”.
João Evangelista e seu irmão Tiago, os filhos de Zebedeu, foram os pescadores do Mar da Galileia escolhidos pelo Nazareno, juntamente com Simão Pedro e André, como seus primeiros apóstolos. João é citado como “o discípulo que Jesus amava”. Dos 12 apóstolos e 70 discípulos, foi o único que esteve aos pés da cruz, amparando Maria e ouvindo do Cristo:
“Mãe, eis aí o teu filho. Filho, eis aí tua mãe”.
No sentido particular, João cuidaria da mãe do Senhor como filho. No sentido universal, ele representava a humanidade e Maria, a mãe de todos os homens.
Comunicação com os espíritos se faz através dos médiuns. Os fenômenos espíritas, longe de confirmar os falsos cristos e os falsos profetas, vêm, ao contrário, aplicar-lhes o golpe mortal. “Não peçais ao Espiritismo milagres nem prodígios, porque ele declara formalmente que não os produz. Assim como a física, a química, a astronomia e a geologia vieram revelar as leis do mundo material, o Espiritismo trouxe à luz da razão leis antes desconhecidas, aquelas que regem as relações entre o mundo material e o mundo espiritual e que, tanto quanto as leis científicas, são leis da Natureza” – escreveu Allan Kardec. Com o Espiritismo, destrói-se o que permanecia no domínio do maravilhoso. Levanta-se o véu de muitos mistérios. Surge a fé com a razão. Assim, se conhece outra categoria bem mais perigosa de falsos cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os vivos, mas em meio aos mortos. É a dos espíritos embusteiros, hipócritas, orgulhosos e falsos sábios, sempre dispostos a enganar os incautos. Mas não é difícil distinguir os bons dos maus espíritos. A fórmula nos foi dada, há dois mil anos, pelo Mestre:
“Reconhece-se a árvore pelo seu fruto. Árvore boa não pode produzir maus frutos, assim como árvore má não pode produzir bons frutos”.
Moisés proibia a comunicação com os mortos. Aliás, o maior dos profetas do Velho Testamento fez muito bem nessa proibição, porque os hebreus eram um povo muito atrasado e violento, num tempo quando a ignorância campeava solta e Deus era ensinado como sendo Javé, o Senhor dos Exércitos, guerreiro, sanguinário e vingador, que só protegia os filhos de Israel, em detrimento dos demais povos que Ele próprio criara. Que conhecimentos possuiriam os seguidores de Moisés para dialogar com espíritos?
Martins Peralva, no seu livro Estudando a Mediunidade, revela como se processa essa comunicação:
– Para que um espírito se comunique, é preciso se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada. É necessário que ambos passem a emitir vibrações equivalentes, que o teor das circunvoluções seja idêntico, que o pensamento e a vontade de ambos se graduem na mesma faixa.
Esse é o mecanismo das comunicações espíritas, que se desdobram, todavia, em nuances infinitas. Sintonizado o comunicante com o medianeiro, o pensamento do primeiro se exterioriza através do campo físico do segundo, em forma de mensagem gravada ou audível. Quanto mais evoluído o ser, mais acelerado o estado vibratório.
Todos nós, sob algum aspecto, somos médiuns, e o nosso tom vibratório, inferior e lento, circunscreve e limita as nossas percepções. Já nossos amigos espirituais, sendo superiores, não encontram dificuldade no estabelecimento da sintonia.
(Jávier Godinho, jornalista)