20 de dezembro de 2012


20/12/2012 05:49

Religiosos discutem teoria do fim do mundo

Muitos se baseiam no calendário maia e creem que Terra acaba amanhã. DIÁRIO ouviu diversas religiõesALESSANDRO REIS
especial para o diário de São Paulo
Ricardo Oliveira/ Diário SPPara o xeque Jihad Hammadeh, já existem sinais claros de que o fim vai chegarPara o xeque Jihad Hammadeh, já existem sinais claros de que o fim vai chegar
Uma interpretação do calendário dos maias, civilização antiga e desenvolvida que ocupou áreas das américas Central e do Norte por mais de 3,5 mil anos, levou muita gente a acreditar que o mundo acabaria amanhã. Tamanha foi a repercussão que o Vaticano e até a Nasa, a agência espacial norte-americana, apressaram-se em soltar comunicados desmentindo o apocalipse iminente.
O DIÁRIO ouviu lideranças de diferentes religiões sobre o fim do mundo. Todas concordam que o fim do mundo vai chegar e  muitas dizem que este dia chegará inevitavelmente.
“Tudo tem um fim. A Bíblia diz que a existência física é passageira, inclusive o planeta Terra um dia deixará de existir, mas não há menção nas escrituras sobre quando o fim chegará”, afirma o padre  Tarcísio Mesquita. Segundo o representante da Igreja Católica, seitas e movimentos apocalípticos existiam desde o tempo de Jesus para semear o medo e dominar povos.
Para o xeque Jihad Hammadeh, porta-voz da comunidade islâmica do Brasil, já existem sinais claros de que o fim vai chegar, mas não será amanhã. “Fatos como as guerras, a mentira e o crescimento dos adultérios são alguns exemplos”, aponta. Para Hammadeh, o sinal mais evidente da morte de toda a humanidade será facilmente reconhecível. “Vai chegar o falso messias, o anticristo, que será rico, poderoso e influente e não terá o olho direito. Depois disso, outros nove sinais aparecerão até o juízo final.”
ciclo infinito/ Para budistas e espíritas, o mundo pode mesmo acabar, mas daqui a muito tempo. Segundo eles, tudo na vida é transitório e sujeito a transformações. “Tudo o que começa, inevitavelmente termina. A vida está sendo transformada a cada dia. Civilizações acabam e dão lugar a outras”, reflete a monja Coen, da Comunidade Zendo Brasil.
“Para os espíritas, nada é definitivo e tudo está em permanente transformação. Não acreditamos no juízo final, não acreditamos em punições eternas. A cada encarnação o homem evolui rumo à perfeição”, opina Miguel de Jesus Sardano, presidente do Centro Espírita Doutor Bezerra de Menezes de Santo André , no ABC.

18 de dezembro de 2012

Oração de Natal

Senhor Jesus!

Agradecemos o teu Natal repleto de esperança e de luz que nos impele a sair de nós mesmos, ao encontro de companheiros em necessidades maiores que as nossas.

Agradecemos-te o pão que nos deste para repartir e o agasalho que nos enviaste para vestir os nossos irmãos expostos à noite.

Entretanto, comparecemos diante de ti rogando-te mais ainda...

Se nos permites, nós te pedimos socorro:

- para os corações desesperados;

- para os que se imobilizam no orgulho, perguntando se existes;

- para os que se cristalizam na sovinice, dando idéia de que trazem unicamente um cifrão por dentro da própria alma;

- para os que se entregam à violência, como se não tivessem de dar contas da selvageria com que arrasam a vida dos semelhantes;

- para os que se confiam às paixões descontroladas e envenenam corações sensíveis e afetuosos, para depois atirá-los nos despenhadeiros do descrédito e do suicídio;

- para os que se transviam na vaidade e se apresentam por donos da verdade com o objetivo de esmagar ou confundir os outros;

- para os que se enquistam no egoísmo da posse e se esquecem de que muitos companheiros de humanidade adoecem de fome, depois de lhes baterem inutilmente às portas do coração;

- para os que abusam da autoridade, pisando sobre a dor dos irmãos ainda fracos e necessitados;

- e para todos nós, Senhor, que te buscamos, de alma e coração, conscientes de Nossos próprios encargos, a fim de que não nos falte a força precisa para amar-nos uns aos outros, no serviço que nos confiaste, de modo que, realizando as tarefas de Hoje, possamos encontrar no tempo um amanhã mais feliz.


  • Autor

    • Augusto Cezar