26 de setembro de 2012

Chico Xavier e o homem assaltado

Certa vez, bateu na porta humilde da casa de Chico Xavier um sujeito pouco conhecido na cidade. Mas o nome do Chico já havia ficado famoso, o sujeito descobriu onde ele morava e foi direto pra lá. Era três horas da madrugada e ele dando murros na porta acordando a casa inteira. Quando ele foi atender, deparou-se com um cara todo rasgado, machucado, cheio de hamatomas... Daí ele disse ao sujeito:

- Pois não!- O senhor é o Chico Xavier??

- Sim, sou...- Chico, aconteceu uma desgraça! Fui assaltado...

- Puxa, mas que bom...- Acho que o senhor não entendeu, eu estou dizendo que fui assaltado e ainda quebraram a minha cara.

- Meu Deus, que ótimo...- Escuta aqui senhor Chico Xavier, eu estou dizendo que fui assaltado, que quebraram a minha cara, levaram meus documentos e dinheiro, aliás levaram tudinho. E o senhor fica debochando? Não esperava isso do senhor não...

- Eu não estou debochando! É que você não se deu conta de uma coisa: Agora quem vai ter que pagar o mal que fez é o ladrão espancador e não você!!! Você está isento de culpa. Deus sempre sabe o que faz...

Sabe-se que o cara, abaixou a cabeça em pose reflexiva e nunca mais apareceu.

Observação: Culpa de que? Todos temos débito com a lei divina. Talvez o homem assaltado tenha sido um assaltante no passado. E o ocorrido tenha quitado seu débito. O assaltante não nasceu para assaltar alguém, mas como ele resolveu cometer este ato, ou seja, usou mal seu livre arbítrio, o homem assaltado foi impelido a passar no local para que pudesse ressarcir o débito. No livro "E a vida continua . . ." de André Luiz,  o benfeitor Ribas esclareceu: "Somos mecanicamente impelidos para pessoas e circunstâncias que se afinem conosco ou com os nossos problemas." A Lei de Causa e Efeito é uma legislação criada por Deus, que tem a finalidade de manter a justiça perfeita no Universo. É infalível, justa e perfeita porque, não sendo de origem humana, mas sim divina, é isenta de falibilidade, imperfeição e corrupção. A execução dessa lei é administrada por espíritos das mais altas hierarquias, sabedorias e competência. E Jesus a ensinou, afirmando: "A cada um será dado segundo as suas obras." (Mt 16:27)

Aparecimento dos efeitos: O retorno de uma ação, boa ou má, o aparecimento dos seus efeitos pode se dar:

- de imediato: pratica-se um ato e, logo, a curto prazo ou um pouco mais tarde, recebe-se a conseqüência, a reação, mas ainda dentro desta encarnação;

- após a morte: às vezes, o efeito do que fizemos como encarnados somente aparece na vida espiritual;

- na reencarnação: o que fizemos numa existência pode vir a se refletir em outra de nossas vidas, em outra reencarnação.

Assim, certas falhas (que não parecem punidas nesta vida) e certas virtudes (que não parecem recompensadas) terão certamente os seus efeitos; se não for nesta vida, o será na vida espiritual ou em nova existência corpórea.
http://grupoallankardec.


27 de agosto de 2012

Médium Divaldo Franco cita maias e fala em transição para mundo melhor

Maior médium em atividade no Brasil deu seminário em Novo Hamburgo.
 

Em entrevista, baiano falou sobre a vida no mundo dos espíritos.

Roberta Salinet Da RBS TV

 
Aos 84 anos, Divaldo Franco é o médium mais respeitado do Brasil. Conta que se comunica com os espíritos desde a infância, na Bahia. Com mais de 13 mil conferências no Brasil e no Exterior e centenas de livros lançados, é considerado hoje o maior divulgador da Doutrina Espírita no mundo. Divaldo esteve no Rio Grande do Sul para duas palestras e falou sobre reencarnação, sobre a vida no mundo espiritual e sobre as cidades espirituais que existem em cima do estado, como mostra a reportagem do Teledomingo (veja o vídeo).

Sorridente e atencioso, apesar do cansaço, ele falou sobre a vida no mundo dos espíritos. “Consideremos que a vida na terra é uma cópia imperfeita da vida no mundo espiritual. Nós temos aqui tudo o que existe lá, mas nem tudo que existe lá nós temos aqui”, explica.

Confira a íntegra da entrevista concedida pelo médium.
Médium Divaldo Franco participou de seminário em Novo Hamburgo (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)Divaldo Franco participou de seminário em
Novo Hamburgo (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
 
Pergunta: Divaldo como é a vida no mundo dos espíritos?
Divaldo Franco: Consideremos que a vida na Terra é uma cópia imperfeita da vida no mundo espiritual. Nós temos aqui tudo o que existe lá, mas nem tudo que existe lá temos aqui.
Desta maneira, o mundo de natureza transcendente é aquele que oferece o material para o mundo da organização física. Existem comunidades, comunidades modestas, eloquentes, que constituem naturalmente o que Jesus chamava “as muitas moradas na casa do Pai”.
 
Pergunta: Nós temos cidades espirituais aqui em cima do Rio Grande do Sul?
Divaldo Franco: Sem a menor sombra da dúvida. Aqueles pioneiros que vieram para fazer o progresso de cada comunidade, vieram de núcleos espirituais para onde retornam. E todo o progresso desse núcleo que está sobre as vibrações daqueles criadores é programado antes da reencarnação deles. À semelhança de Nosso Lar, que é uma comunidade sobre a cidade do Rio de Janeiro, todas as cidades da Terra têm as suas respectivas causas no mundo espiritual.
 
ergunta: Então em cima de todas as pequenas e grandes cidades há uma cidade no mundo espiritual?
Divaldo Franco: São ondas que envolvem essas comunidades como se fossem realizações do psiquismo divino. Então os espíritos nobres edificam e fazem na Terra uma espécie de cópia grosseira, porque quando nós vemos uma cidade logo imaginamos dentro dos nossos padrões materiais. Por falta de palavras equivalentes, seria definir com palavras conhecidas aquilo que é desconhecido.
 
Pergunta: Quando uma pessoa morre, ela logo encontra as pessoas queridas ou nem sempre? Isso depende de como ela se comporta aqui?
Divaldo Franco: Depende do estágio evolutivo. Quando se trata de espírito nobre, seus mentores e seus familiares o aguardam da mesma forma que nós esperamos um viajante querido. Vamos até o local onde ele desembarca para dar a nossa saudação e as boas-vindas, no mundo espiritual também. Mas a grande maioria é constituída de pessoas ainda vinculadas aos prazeres imediatos, então e a morte é uma grande dor, porque é uma cirurgia que liberta o corpo ou liberta do corpo o espírito e a pessoa. O ser fica aturdido, muitas vezes se perturba. Se tem vinculações com os espíritos perversos, entra em estado de profunda angústia e de obsessão.
 
Pergunta: São esses espíritos que a gente diz que estão por aqui quando se fala que se viu um fantasma ou tem a sensação de energia ruim?
Divaldo Franco: São espíritos perturbados. Allan Kardec diz que eles ficam em estado de erraticidade. Eles ficam perambulando de um lado para outro sem uma pousada fixa porque ainda não têm idéia do que lhes aconteceu. Por consequência, eles vagueiam, atônitos, até o dia em que a misericórdia divina faz com que reencarnem. Assim, os levam por misericórdia para verdadeiros redutos de caridade e compaixão.
 
Pergunta: O que é reencarnação? Todos nós voltamos, não voltamos?
Divaldo Franco: Todos. A única exceção é Jesus Cristo. Jesus Cristo não reencarnou, ele encarnou, porque é o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para nos servir de modelo e guia. Ele prometeu mandar o consolador, que era sua volta. Foram os espíritos enobrecidos que vieram à Terra trazer uma nova luz, uma luz peregrina de amor. Mas todos nós voltamos ao vasilhame carnal como alunos dentro de uma escola. Etapa a etapa, vão evoluindo. Quando não agem bem, eles retornam para repetir a experiência. São as provações e as expiações. As provações são testes, as expiações são imposições para a evolução.
 
Pergunta: Eles voltam sempre com a família, com os amigos? Por que às vezes a gente tem a impressão de que já conhece uma pessoa?
Divaldo Franco: Porque estivemos vinculados em vidas anteriores. É o que a psicologia chama déjà vu, déjà senti ou déjà reconté. O já visto, já ouvido, já sentido. Olhamos uma pessoa que nos é tão familiar e dizemos "eu conheço". E, realmente, quando dialogamos a conhecemos. Então existem encontros que são reencontros, mas existem reencontros que são verdadeiros desencontros.
 
Pergunta: E a mediunidade, Divaldo? Todos somos médiuns?
Divaldo Franco: Allan Kardec no "Livro dos Médiuns" diz textualmente: todo aquele que sente em determinado grau a presença dos espíritos é médium. Todos nós sentimos, temos percepções, intuições, temos sonhos premonitórios. Temos várias manifestações psíquicas e paranormais que são manifestações mediúnicas. O que nós fazemos com a inteligência? Há um programa psicológico e pedagógico para desenvolver nossas habilidades intelectuais, para desenvolver a memória, para poder aprofundar as aptidões artísticas e culturais. A mediunidade também exige uma série de fatores para que possamos inicialmente aprender a fazer silêncio interior, depois acalmar as nossas angústias e sintonizar com o mundo espiritual através da decodificação, pela glândula pineal, das glândulas vibratórias. É como acontece com as ondas hertz que as antenas captam, decodificam e nos dão imagens visuais e sonoras.
 
Pergunta: Divaldo, todos nós temos um anjo da guarda?
Divaldo Franco: Sem dúvida. O que seria de nós sem esses espíritos gentis que nos conduzem toda a vida? O anjo da guarda, o guia espiritual, nosso menor, são espíritos nobres que apadrinham o nosso processo evolutivo e que nos ajudam no transcurso da evolução.
 
Pergunta: E como podemos falar com eles?
Divaldo Franco: Mentalmente. Jesus nos deu o melhor método. Através do silêncio interior, orando a Deus, nós entramos em contato com esses espíritos. A técnica é esta: fala a criatura ao criador através da oração. Responde o criador à criatura pela inspiração e ajuda o criador a outra criatura utilizando-se do próximo.
 
Pergunta: E Joanna de Angelis (guia espiritual de Divaldo)?
Divaldo Franco: Ela é uma amiga generosa há muitos anos. Quando eu era criança, sempre via uma claridade ao meu lado, mas não tinha idéia. Escutava uma dúlcida voz. À medida que os anos passaram eu perguntei, mas de quem se trata? "Um espírito amigo", me respondeu. Eu fiquei tão frustrado. Mais tarde me tornei espírita e aquela doce voz me disse: "Sou um espírito amigo". Eu perguntei o nome. "Para quê? O importante é o afeto e não o nome de quem é afetivo", respondeu. Eu perguntei quem era meu guia espiritual e ela me disse: "Teu guia espiritual é Jesus".
Na minha infância, na minha juventude, na minha ignorância , eu queria um guia para mim, Jesus é de todos. Ela disse: "No dia em que tu sintonizares com Jesus, nunca mais dirás uma coisa tão infantil". Só longamente depois é que ela foi contando dos nossos relacionamentos em existências anteriores, várias vidas. E hoje estamos muito unidos porque depois de mais de 70 anos de comunhão diária há uma forma de psiquismo, que interdepende. Há vezes que eu não sei quando é ela e quando sou eu que penso
 
Pergunta: Chico Xavier também tinha um mentor, conhecido como Emmanuel. Chico dizia que quando ele desencarnasse, Emanuel estaria na Terra, provavelmente no Brasil. Emmanuel já renasceu?
Divaldo Franco: Antes de Chico desencarnar (em 2002), reencarnou Emmanuel, em 2000. Chico foi desdobrado psiquicamente para ver o momento da fecundação do óvulo e a ligação de Emmanuel, que estaria reencarnado, sim, no Brasil com a grande missão educativa. Porque a educação é o instrumento de salvação da humanidade. Allan Kardec diz que “a educação é o maior antídoto ao materialismo e a crueldade”. Mas não só a educação que se adquire pelos livros, também a que tem relação aos valores éticos morais da humanidade
 
Pergunta: Tem gente que tem medo que o mundo acabe em 2012. O que vai acontecer de fato?
Divaldo Franco: Já estamos na grande transição planetária. Allan Kardec faz abordagem no livro "A Gênese" e fala sobre a nova era. Todas as doutrinas falam de um mundo melhor. É certo que o mundo se acabará do mal. O mal que vige cederá lugar ao bem e o calendário maia fala exatamente isso. Então espíritos nobres, de outra dimensão, que nós chamaremos seres angélicos, encarnarão na Terra e os maus não terão chances de continuar. Eles irão para mundos inferiores transitoriamente, porque Deus não castiga. Quando eles evoluírem, vão alcançar uma terra melhor. O porvir é abençoado. Hoje é um mundo de provas e xpiações, o do futuro é um mundo de regeneração

29 de julho de 2012

Acupuntura e reiki agora têm explicação científica

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório

por Bruna Bernacchio
Matheus Lopes Castro
Ricardo Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus Lopes)
 
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.
 Shutterstock
Reprodução/ Shutterstock
 
Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.


Reiki
Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
Ricardo Monezi
Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

Fonte: Revista Galileu